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Autor: Eduardo Fonseca Júnior (Historiador e Africanólogo)
Encomenda do livro e informações:
(21) 9851-8080![]()
Abordagem: Histórica, Antropológica, Etnológica, Sambaquis, Tupinambás, Etnias Afro-Brasileiras, influência indígena, negra e branca na formação brasileira, miscigenação racial, arqueologia.
Estudo: Biblioteca de Estudos Políticos e Sociais.
Um degredado português; |
Um índio (bugre) antropófago; |
Um negro boçal. |
Então... Quem somos? |
Eduardo Fonseca Junior e a Fundação Cultural de Rio das Ostras, têm o orgulho de apresentar um trabalho de pesquisa que mudará este conceito e resgatará definitivamente a nossa auto-estima de BRASILEIROS.
O livro Sambaquis & Quilombos no Litoral Fluminense é resultado de um trabalho de 06 (seis meses) do professor e historiador Eduardo Fonseca que, com o apoio da Fundação Rio das Ostras de Cultura, dedicou-se à pesquisa dos formadores da raça brasileira, e especificamente, a formação demográfica do Estado do Rio de Janeiro, na área litorânea do norte e sudeste fluminense.
Há muito e com muita dificuldade, pesquisadores brasileiros tentam desvendar a nossa “pré-história”, apesar dos poucos recursos e incentivos. A região do litoral fluminense, privilegiada neste sentido, concentra vários “resquícios” dos primeiros brasileiros, os povos dos Sambaquis. O livro Sambaquis e Quilombos no Litoral Fluminense, justamente, tenta fazer um elo de ligação entre esses povos e nossos ancestrais indígenas e a posterior contribuição da cultura africana no Estado do Rio de Janeiro.
Surpreendente foi para esse trabalho descobrir que há pelo menos 4500 anos, já existia uma sociedade organizada no Brasil pela existência dos Povos dos Sambaquis e que o nosso mais recente ancestral Sambaquiano descoberto está no SAMBAQUI DA TARIOBA, em Rio das Ostras, ao qual nomeamos de “PRIMUS” (primeiro e relativo). Os sítios arqueológicos do litoral fluminense são ricos em informações sobre a nossa ancestralidade desde a separação dos continentes.
Já não seria fantástico pensar nesta nossa “pré-história”, se não pudermos imaginar que este “PRIMUS” é o ancestral muito próximo dos Tupinambás aqui encontrados pelos portugueses, e que aqui já estavam há 100 (cem) gerações com toda sua formação sócio-demográfica, divididos em tribos com organização própria. Ignorar estes fatos é querer rotular o Brasil como um país sem importância e seus habitantes um amontoado de antropóides conseqüentes de uma “maré baixa”.
À ancestralidade Sambaquiana foi acrescentada à ancestralidade Tupinambá, e, a esta, a ancestralidade africana, juntamente com a ancestralidade dos colonos nestas últimas vinte e cinco gerações e assim produziu-se a nossa raça brasileira.
Aprofundando as pesquisas sobre a mesma região, aos poucos se pode esboçar o que veio a ser o povoamento africano no nosso litoral, fruto essencialmente do tráfico “oficioso” de escravos e de escravos fugitivos de fazendas e capital, de acordo com os jornais de época e documentos que relatam a apreensão de escravos e naufrágios de navios negreiros ilegais, com predominância de escravos vindos de Angola, que para cá trouxeram suas culturas e dialetos donde se destacam o SAMBA (semba em língua Nbunba), palavras como Quizumba, Quizomba, Zumbido, Muvuca, Bizú, Xodó, Mumunha, Zureta, Bunda, etc, dentre outras.
O Tupinambá que enfrentou galhardamente o invasor português, dando-lhe combate, perdas e desespero durante 35 anos, somente no litoral compreendido entre Ubatuba e Macaé, é descrito neste livro, juntamente com as demais tribos litorâneas em todas a sua formação, hábitos, costumes e bravura...
Que não se tenham dúvidas de que muito da nossa história pode estar aqui no Rio de Janeiro, à 3m. (três metros) de profundidade, bem ao lado de um moirão de cerca, ou numa praça ou quintal de Paraty, Cabo Frio, Barra de São João, Rio das Ostras, Macaé, Quissamã, Silva Jardim ou Casemiro de Abreu. Que não se duvide...sob pena de vermos exploradores estrangeiros (como no passado), escavucarem seu quintal achando um Sambaquiano da época de ABRAHÃO, com organização social igual ou superior ao mito de Ur, da Caldéia.
| PAÍSES AFRICANOS QUE CONTRIBUIRAM COM SUAS ETNIAS PARA O BRASIL GRUPOS ÉTNICOS |
Wolof |
Fula(ø) |
Mende(ø) |
Fanti |
Bakuba(ø) |
Luba |
Fon |
Bariba |
Senufo(ø) |
Bantu |
Fon |
Babwelé |
Macuas |
Ochi |
Fon |
Massai |
Humbi |
Quimbundo(ø) |
Fon |
Haussá |
O grupos étnicos marcados com (ø) foram os que mais contribuíram com escravos para a formação étnica e cultural do Brasil e que mais sofreram nas mãos do invasor branco e traficante de escravos.
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Mapa da antiga Angola mostrando os locais de onde provinham os escravos para o Rio de Janeiro e nomes das respectivas tribos.
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Máscara de madeira Djowe, Congo – Kinshasa. Nota-se na testa o sinal cruciforme, símbolo de tradição entre os Lunda Quiocos de Angolas e, por extensão, no vizinho território do Zaire. (pesquisa British Museum). By Iracy Carise - livro Máscaras Africanas e Sociedades Secretas.
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Romilda Balbino dos Santos, modelo da 4ª. Capa do Livro Zumbi dos Palmares A História do Brasil que não foi Contada – 1ª. Edição 1988 – Nascida em Rio das Ostras, filha de pais nascidos em Macaé. Legítima descendente da ETNIA LUNDA de Angola.
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